O Enigma de ‘Os Sertões’
Por que Os Sertões, escrito em 1902, continua sendo lido e estudado até hoje?
O que torna essa obra um clássico da literatura brasileira?

Essas questões são exploradas pela antropóloga Regina Abreu em seu livro O Enigma de “Os Sertões”, onde investiga a criação e a consagração da obra como um monumento nacional e um marco da sociedade brasileira moderna.
Euclides da Cunha foi um pensador audacioso, incorruptível e idealista, que defendia uma sociedade inclusiva, combatendo os privilégios das elites econômicas e políticas. Como republicano fervoroso, acreditava que reflexão e ação deveriam caminhar juntas.
Com dezenas de edições e traduções, centenas de eventos e inúmeras pesquisas dedicadas ao autor, Os Sertões mantém viva, há mais de um século, a chama do movimento euclidiano.
Compreender essa obra é essencial para decifrar o Brasil.
Regina Abreu
Antropóloga e Pesquisadora
Regina Abreu é pesquisadora no campo dos patrimônios e museus e professora titular do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO.
Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ e pós-doutora pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, atua na orientação de teses e dissertações na área interdisciplinar da Memória Social.
É conselheira do IPHAN.
Pesquisadora do CNPq, coordena o Observatório de Patrimônio Cultural do Sudeste (Faperj) e o projeto Museus do Rio.
Autora de diversos livros e ensaios sobre memória, museus e patrimônio cultural, destacam-se O Enigma de “Os Sertões” (Rocco) e Memória e Patrimônio: Ensaios Contemporâneos (Lamparina, 2009).
Sua pesquisa abrange políticas públicas do patrimônio cultural imaterial em contextos internacionais.
